quarta-feira, 27 de junho de 2012

Obras da Carne e do Espírito

                    Obras da Carne & 
                      Frutos do Espírito

“Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: caridade (amor), gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei.” Gl 5.19-23

Nenhum trecho da Bíblia apresenta um mais nítido contraste entre o modo de vida do crente cheio do Espírito e aquele controlado pela natureza humana pecaminosa do que 5.16-26. Paulo não somente examina a diferença geral do modo de vida desses dois tipos de crentes, ao enfatizar que o Espírito e a carne estão em conflito entre si, mas também inclui uma lista específica tanto das obras da carne, como do fruto do Espírito.

OBRAS DA CARNE. 

 

“Carne” (gr. sarx) é a natureza pecaminosa com seus desejos corruptos, a qual continua no cristão após a sua conversão, sendo seu inimigo mortal (Rm 8.6-8,13; Gl 5.17,21). Aqueles que praticam as obras da carne não poderão herdar o reino de Deus (5.21). Por isso, essa natureza carnal pecaminosa precisa ser resistida e mortificada numa guerra espiritual contínua, que o crente trava através do poder do Espírito Santo (Rm 8.4-14; ver Gl 5.17).

As obras da carne (5.19-21) incluem:

(1) “Prostituição” (gr. pornéia), i.e., imoralidade sexual de todas as formas. Isto inclui, também, gostar de quadros, filmes ou publicações pornográficos (cf. Mt 5.32; 19.9; At 15.20,29; 21.25; 1Co 5.1). Os termos moichéia e pornéia são traduzidos por um só em português: prostituição.

(2) “Impureza” (gr. akatharsia), i.e., pecados sexuais, atos pecaminosos e vícios, inclusive maus pensamentos e desejos do coração (Ef 5.3; Cl 3.5).

(3) “Lascívia” (gr. aselgeia), i.e., sensualidade. É a pessoa seguir suas próprias paixões e maus desejos a ponto de perder a vergonha e a decência (2Co 12.21).

(4) “Idolatria” (gr. eidololatria), i.e., a adoração de espíritos, pessoas ou ídolos, e também a confiança numa pessoa, instituição ou objeto como se tivesse autoridade igual ou maior que Deus e sua Palavra (Cl 3.5).

(5) “Feitiçarias” (gr. pharmakeia), i.e., espiritismo, magia negra, adoração de demônios e o uso de drogas e outros materiais, na prática da feitiçaria (Êx 7.11,22; 8.18; Ap 9.21; 18.23).

(6) “Inimizades” (gr. echthra), i.e., intenções e ações fortemente hostis; antipatia e inimizade extremas.

(7) “Porfias” (gr. eris), i.e., brigas, oposição, luta por superioridade (Rm 1.29; 1Co 1.11; 3.3).

(8) “Emulações” (gr. zelos), i.e., ressentimento, inveja amarga do sucesso dos outros (Rm 13.13; 1Co 3.3).

(9) “Iras” (gr. thumos), i.e., ira ou fúria explosiva que irrompe através de palavras e ações violentas (Cl 3.8).

(10) “Pelejas” (gr. eritheia), i.e., ambição egoísta e a cobiça do poder (2Co 12.20; Fp 1.16,17).

(11) “Dissensões” (gr. dichostasia), i.e., introduzir ensinos cismáticos na congregação sem qualquer respaldo na Palavra de Deus (Rm 16.17).

(12) “Heresias” (gr. hairesis), i.e., grupos divididos dentro da congregação, formando conluios egoístas que destroem a unidade da igreja (1Co 11.19).

(13) “Invejas” (gr. fthonos), i.e., antipatia ressentida contra outra pessoa que possui algo que não temos e queremos.

(14) “Homicídios” (gr. phonos), i.e., matar o próximo por perversidade. A tradução do termo phonos na Bíblia de Almeida está embutida na tradução de methe, a seguir, por tratar-se de práticas conexas.

(15) “Bebedices” (gr. methe), i.e., descontrole das faculdades físicas e mentais por meio de bebida embriagante.

(16) “Glutonarias” (gr. komos), i.e., diversões, festas com comida e bebida de modo extravagante e desenfreado, envolvendo drogas, sexo e coisas semelhantes.

As palavras finais de Paulo sobre as obras da carne são severas e enérgicas: quem se diz crente em Jesus e participa dessas atividades iníquas exclui-se do
reino de Deus, i.e., não terá salvação (5.21; ver 1Co 6.9).






O FRUTO DO ESPÍRITO. 



Em contraste com as obras da carne, temos o modo de viver íntegro e honesto que a Bíblia chama “o fruto do Espírito”. Esta maneira de viver se realiza no crente à medida que ele permite que o Espírito dirija e influencie sua vida de tal maneira que ele (o crente) subjugue o poder do pecado, especialmente as obras da carne, e ande em comunhão com Deus (ver Rm 8.5-14 nota; 8.14 nota; cf. 2Co 6.6; Ef 4.2,3; 5.9; Cl 3.12-15; 2Pe 1.4-9).

O fruto do Espírito inclui:

(1) “Caridade” (amor) (gr. agape), i.e., o interesse e a busca do bem maior de outra pessoa sem nada querer em troca (Rm 5.5; 1Co 13; Ef 5.2; Cl 3.14).

(2) “Gozo” (gr. chara), i.e., a sensação de alegria baseada no amor, na graça, nas bênçãos, nas promessas e na presença de Deus, bênçãos estas que pertencem àqueles que crêem em Cristo (Sl 119.16; 2Co 6.10; 12.9; 1Pe 1.8; ver Fp 1.14).

(3) “Paz” (gr. eirene), i.e., a quietude de coração e mente, baseada na convicção de que tudo vai bem entre o crente e seu Pai celestial (Rm 15.33; Fp 4.7; 1Ts 5.23; Hb 13.20).

(4) “Longanimidade” (gr. makrothumia), i.e., perseverança, paciência, ser tardio para irar-se ou para o desespero (Ef 4.2; 2Tm 3.10; Hb 12.1).

(5) “Benignidade” (gr. chrestotes), i.e., não querer magoar ninguém, nem lhe provocar dor (Ef 4.32; Cl 3.12; 1Pe 2.3).

(6) “Bondade” (gr. agathosune), i.e., zelo pela verdade e pela retidão, e repulsa ao mal; pode ser expressa em atos de bondade (Lc 7.37-50) ou na repreensão e na correção do mal (Mt 21.12,13).

(7) “Fé” (gr. pistis), i.e., lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade (Mt 23.23; Rm 3.3; 1Tm 6.12; 2Tm 2.2; 4.7; Tt 2.10).

(8) “Mansidão” (gr. prautes), i.e., moderação, associada à força e à coragem; descreve alguém que pode irar-se com eqüidade quando for necessário, e também humildemente submeter-se quando for preciso (2Tm 2.25; 1Pe 3.15; para a mansidão de Jesus, cf. Mt 11.29 com 23; Mc 3.5; a de Paulo, cf. 2Co 10.1 com 10.4-6; Gl 1.9; a de Moisés, cf. Nm 12.3 com Êx 32.19,20).

(9) “Temperança” (gr. egkrateia), i.e., o controle ou domínio sobre nossos próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais; também a pureza (1Co 7.9; Tt 1.8; 2.5).

O ensino final de Paulo sobre o fruto do Espírito é que não há qualquer restrição quanto ao modo de viver aqui indicado. O crente pode — e realmente deve — praticar essas virtudes continuamente. Nunca haverá uma lei que lhes impeça de viver segundo os princípios aqui descritos.

Fonte: BEP
Oferecimento e fonte:
http://www.vivos.com.br/

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A importância da presença de Deus


Aprendemos com Jesus, através de sua vida que a presença de Deus é o que pode existir de mais importante para nossa vida.

Absolutamente nada pode, ou poderá substituir esta presença.

No Evangelho de Mateus 14.23, encontramos Jesus num período de oração solitária. Logo em seguida, no capítulo 17.1, Ele está com o Pai no monte da transfiguração.

Em Marcos, capítulo 6.31, vemos Jesus no episódio da multiplicação dos pães, dando relevância e importância a presença do Pai.

Em Lucas 4.24, mais uma vez há o relato de períodos de oração solitária, o mesmo acontece em Lucas 22.41

Em muitos momentos e de muitas maneiras, Jesus deixa claro o quanto para Ele a presença de Deus era importante.

Fica claro também, que a presença de Deus tem TUDO A VER COM UMA VIDA DE ADORAÇÃO.

Jesus modelou a importância da presença de Deus numa vida de adoração. Jesus sempre gastou muito tempo com a presença do Pai.

Para Jesus adoração era estar na presença do Pai.

No Antigo Testamento, encontramos um relato da vida de Moisés onde ele teve de fazer uma escolha sobre este assunto…

EXODO 32

Moisés estava há duas semanas no monte na presença de Deus. Enquanto isso, o povo constrói ídolos. A argumentação do povo é de que eles precisavam de deuses para guia-los. “Não sabemos o que houve com Moises!”. Fica claro que Moisés tinha Deus, e o povo tinha ídolos!(v1,2)

Quando isso acontece Deus se ira e deseja matar e destruir o povo. (v.9,10)

Moises intercede a Deus. “Deus, lembra da aliança!” (v.13)

É interessante notarmos que pela argumentação de Moisés Deus não destrói o povo, em compensação, faz uma “contra-proposta” (33.1,2,3). Deus daria a terra prometida, mas não iria com o povo.

Duas opções:


1. Terra prometida – sem Deus.
2. Deserto – presença de Deus.Com certeza não é através do LEGALISMO
Também não será através de RELIGIÃO
Tinha tudo;
Tinha as promessas da Lei;
Tinha todas as bênçãos da religião;



O que fazer? O que seria prioridade: O cumprimento da promessa, da aliança, ou o relacionamento com Deus? Parece que Moisés sabia o que escolher (v 15,16). Moisés sabia que RELACIONAMENTO é mais importante que aliança. Moises sabia que o que interessa de fato é a presença de Deus. Moisés sabia que “sem o Senhor, não somos diferentes”. Moisés sabia que a grande diferença na vida do povo era, é e sempre será DEUS. Moisés sabia que somos ÚNICOS pela presença de Deus

A pergunta para nós hoje é: como vamos desfrutar desta presença de Deus?

Regras: alimentação, roupas, comprimento de cabelo, etc; nos tornam inimigos de Deus! O legalismo e o legalista confia no seu próprio esforço. Confia no cumprimento das leis. Só que, Relacionamento é mais importante que Lei e Aliança.

Paulo diz que os legalistas são fracos (Rm 14.1,2), mas na verdade eles pensam que são fortes por protegerem leis e regulamentos. Para o legalista não há espaço para GRAÇA de Deus. Isso significa dizer que temos liberdade para pecar a vontade? (Romanos 6).? Não! Quando nos relacionamos corretamente com Deus evitamos o pecado por ama-lo.

A proposta de Deus não é uma nova religião. A proposta de Deus é para relacionamento, é para intimidade, é para amizade. É para uma vivencia em família. Em 1º Crônicas 7.11; vemos que a presença de Deus (representada pela arca) foi negligenciada nos dias de Saul.

Hoje a presença de Deus é negligenciada em diversas religiões espalhadas pelo mundo a fora. Logo não será através de novas religiões que vamos desfrutar da presença de Deus.

Vamos desfrutar da presença de Deus em Jesus.

Jesus se declara como o “caminho Ivo e novo”. É só através dele, do sacrifício dele que podemos ter um relacionamento profundo com Deus. Todas as outras coisas não serão suficientes para esse relacionamento.

Em Efésios 3 Paulo declara que:

Mas não tinha JESUS. Até que ele se encontra com Jesus, e tudo aquilo passa a ser NADA.

Precisamos ter em mente que a única coisa que deve satisfazer o nosso coração é JESUS. A única alegria para nosso coração é JESUS. O único que permite um relacionamento verdadeiro com Deus é JESUS. Não estamos mais presos pelo LEGALISMO, não somos mais escravos de falsas RELIGIÕES.

Precisamos somente de JESUS em nossa vida.

OBS: Diretos autorais milton paulo

sábado, 26 de março de 2011

.......SANTIDADE...............


"Santificai-vos, pois amanhã fará o Senhor maravilhas no meio de vós."
 Santificação significa: "tornar santo", "consagrar", "separar do mundo e do pecado".
 Que coisa difícil é para nós, separarmos-nos do mundo e do pecado. O mundo é tão atraente, tem tantas coisas boas e fáceis aos olhos da carne. Mas a Bíblia diz que sem santificação ninguém verá a Deus. Por isso todos nós temos que buscar a santificação diariamente. E é o Espírito Santo quem nos conduz a santificação.
 A santificação muitas vezes tem seu sentido confundido com ser santo, relativo a sem pecado, coisa que nós não podemos ser (Romanos 8:23-24 - "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus"). Na santificação, Deus nos purifica de todo o mal e pecado. E a santificação não diz respeito só a nós seres pensantes, mas também as coisas inanimadas. Devemos santificar tudo o quanto entrardes em nossa casa, para que não sejamos contaminados com o mal e o pecado. A santificação só ocorre com a nossa cooperação.
 Devemos confessar os nossos pecados a Deus. Devemos admitir a Deus, nossa pecaminosidade, e nossos pecados que cometemos durante o dia, concordando com a afirmação de Deus de que somos pecadores. E devemos admitir que somos pecadores acompanhados da determinação de nos livrar do pecado.

SANTIDADE AO SENHOR!!!!


“Então, Elias, o tesbita, dos moradores de Gileade, disse a Acab-e: Tão certo como vive o SENHOR, DEUS de Israel, perante cuja face estou, nem orvalho nem chuva haverá nestes anos, segundo a minha palavra”. (I Reis 17.1)
Nós estamos vivendo tempos muito semelhantes aos tempos de Elias. Voltando os nossos olhos para a Bíblia, podemos perceber que a sociedade de hoje está muito parecida com a sociedade dos tempos do profeta. A corrupção tem aumentado, a religiosidade tem contaminado a muitos, as pessoas têm sido enganadas, os padrões morais têm caído, o relacionamento com Deus tem se deteriorado, a miséria tem aumentado, a educação tem decaído, enfim, o mal tem dominado. Naquela situação, Deus buscou e encontrou um homem que sacudiu os alicerces do seu tempo: a história não foi a mesma depois de Elias! Mas onde estão os homens e as mulheres que irão sacudir a sociedade de hoje? Onde se encontram as pessoas que Deus busca? Onde estão os “Elias” de Deus? Deus está, hoje, convocando os “Elias” para intervirem na história.